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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O Futuro Da RMVale


Conheça o pensamento do Deputado Estadual Marco Aurélio sobre o verdadeiro papel da RM Vale.
Por Marco Aurélio*
Uma grande etapa foi vencida: a criação da Região Metropolitana do Vale do Paraíba – a RMVale. Agora começam os novos desafios: qual será seu futuro?
Foram dez anos de incubação para que nascesse o melhor projeto para a nossa região. Em 2001, o então deputado estadual Carlinhos Almeida apresentou a proposta; depois, em 2007, a Frente Parlamentar do Vale do Paraíba assumiu a iniciativa de apresentar o projeto, e finalmente em 2011 – dez anos depois – o Governo do Estado aceita a proposta e a envia para a Assembleia o projeto, que, já votado, agora é lei.
Na verdade, a Região Metropolitana é mais um instrumento de gestão. E é importante compreender a diferença entre instrumento de gestão e ações de solução.
Com a efetiva criação da RM a população do Vale do Paraíba pode se questionar: “o que vai melhorar para mim?”. Já os prefeitos provavelmente querem resposta para a seguinte pergunta: o que minha cidade vai ganhar com isso?
Por isso é importante deixar claro que como instrumento de gestão, a RMVale não é um novo local de grandes reivindicações, manifestações, nem mesmo outro Parlamento.
No Parlamento discutem-se ideias, políticas, busca-se vencer por argumentos ideológicos, conquista de espaços etc. Na Região Metropolitana, não. Se esse novo instrumento de gestão for transformado em um parlamento, deixa de cumprir seu papel de executivo para o qual foi criado.
Não defendo que a RMVale deva fazer, de imediato, um conjunto de obras, ações e projetos para serem executados. Defendo que, antes de mais nada, seja feito um planejamento estratégico, com a participação dos 39 municípios, com levantamento da realidade atual. Em seguida, devem ser apontados os principais desafios, e o que se buscará a curto, médio e longo prazos.
Outro ponto essencial é estabelecer metas e indicadores. Na área da saúde, por exemplo, temos que considerar o índice da mortalidade infantil de hoje e o quanto se deseja para daqui a cinco ou dez anos. A partir desse desafio indicado, verificar quais as ações a serem executadas para se atingir a meta.
Assim deve ser em todas as demais áreas: na educação, por exemplo, pode-se avaliar quantos jovens estão tendo acesso ao nível universitário; qual o índice de empregabilidade etc. No desenvolvimento econômico e social, qual o IDH de cada cidade e o que se busca para o futuro.
Enfim, 2012 pode ser um ano rico se Governo e Municípios se unirem, acima de qualquer disputa partidário-ideológica, para buscar um planejamento sério para colhermos frutos num futuro próximo.
É um desafio, já que também é ano eleitoral, e o tempo será dividido com as urnas. Mas, tenho esperança que mesmo os prefeitos que não podem ser reeleitos (já estão no segundo mandato) irão se comprometer a uma séria gestão; e tenho esperança também que o Governo do Estado possa ser um catalisador, estimulando uma discussão madura, ampla e eficaz sobre os assuntos concernentes à nova Região Metropolitana.
A nós, deputados estaduais e federais da região, cabem o dever e o compromisso de acompanharmos de perto o andamento desse novo instrumento de gestão, para que ele dê frutos, e agindo no Parlamento na direção que forem apontadas as decisões da RMV.
De minha parte, fique certo de que podem contar comigo, e tenho certeza que podem também contar com os demais da nossa região.
Que não sejamos imediatistas e nem gestores bombeiros, que preferem ficar apagando incêndios; mas que sejamos protagonistas de uma nova história política na nossa região. Uma ótima RMVale a todos!
Deputado estadual Marco Aurélio (PT)

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